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Villa d’Este, Patrimônio Unesco perto de Roma

A Villa d’Este é uma imponente vila construída no século XVI na cidade de Tivoli, pertinho de Roma. Com um belo jardim e cheio de fontes ainda mais bonitas, a vila, que é considerada Patrimônio Mundial pela Unesco desde 2001, é um dos locais mais belos dessa região da Itália, e por isso, recebe uma grande quantidade de visitantes todos os anos.

A história de Tivoli

A cidade de Tivoli é mais antiga que Roma, tendo sido fundada a cerca de três mil anos atrás pelos sículos, povo que habitava a região. A cidade foi conquistada pelos romanos no século IV, passando a ser chamada de Tibur Superbum. Por conta de sua proximidade com Roma e sua posição privilegiada, a cidade se tornou um local de refúgio para várias famílias abastadas da capital, que construíram várias vilas na região. A principal delas foi a Vila do imperador Adriano, construída no século II d.C. Mesmo com o fim do Império Romano, a cidade manteve sua importância durante a Idade Média, sendo local de morada e objeto de disputa entre as poderosas famílias da região.

A Villa d’Este

A iniciativa de construir a Villa d’Este partiu de Cardeal Ippolito II d’Este, que havia sido nomeado Governador de Tivoli pelo Papa Júlio III. Oriundo de famílias poderosas, Ippolito era filho de Alfonso I d’Este, duque de Ferrara, e de Lucrécia Bórgia, filha do Papa Alexandre VI. Assim que foi nomeado, Ippolito tratou de construir uma obra grandiosa, como forma de aumentar seu prestígio e marcar seu nome na história. E assim surgiu a Villa d’Este.

Para a construção da vila, que se inspirou fortemente na Villa Adriana (construída no século II d.C pelo imperador Adriano) foram recrutados alguns dos maiores construtores da época, tais como Pirro Ligorio, responsável pelo projeto, o arquiteto oficial da Corte dos Este, Alberto Galvani, e o pintor Livio Agresti, que se dedicaram por mais de vinte anos até a conclusão das obras (a construção foi de 1550 até 1572).

A vila consiste em uma área de mais de 4 hectares, com um grande palácio ladeado por um imenso e belo jardim em estilo renascentista tardio, cheio de fontes espalhadas, alimentadas graças à engenharia hidráulica romana. 

Novas obras continuaram a ser feitas até que a vila passou para o domínio da Família dos Habsburgo, durante o século XVIII, passando por um período de abandono e negligência, até que o Cardeal Gustav von Hohenlohe tomasse posse do local, dando novamente à vila a devida importância. A vila se tornou propriedade do Estado Italiano após a Primeira Guerra Mundial. 

A visita

A visita começa pelo palácio, repleto de lindos afrescos que cobrem boa parte do teto e das paredes das várias salas abertas para visitação. Saindo do palácio, tem-se uma linda vista de todo o jardim, localizado em um nível mais baixo do que o edifício principal e acessado por duas escadas laterais.

O jardim foi organizado a partir de um eixo central cruzado por eixos secundários, cada qual com características variadas, e entrecortados por inúmeras fontes, lagos e canais, que são alimentados por grandes cisternas cuja água é proveniente do rio Aniene, que passa próximo à cidade. As principais fontes são as seguintes:

  • Fontana del Bicchieroni;
  • Fontana dei Draghi;
  • Fontana della Rometa;
  • Fontana di Proserpina;
  • Fontana della Civetta;
  • Fontana dell’Ovato;
  • Fontana dell’Organo;
  • Fontana di Neptuno;
  • Fontana Madre Natura;
  • Fontane rustiche dette “Mete”

A construção da Fontana del Bicchieroni é atribuída a Gian Lorenzo Bernini, famoso escultor e arquiteto. Ao lado dessa fonte fica a Gruta de Diana, decorada com afrescos.

Outras fontes que também chamam muito a atenção são a Fontana della Rometa, com seu simpático barco chafariz, e aquela que é a mais bonita de todas, a Fontana di Neptuno.

A Fontana dell’Organo tem um detalhe interessante: a partir das 10h30, a cada duas horas é possível ouvir um som de órgão à medida que os jatos de água vão saindo. Além dessas fontes, existem mais de cem locais onde a água jorra em pequenos jatos, formando um belo contraste com o verde do jardim.

É um local de beleza ímpar, que convida o visitante a respirar, relaxar, esvaziar a mente e contemplar a natureza. 

O que mais ver em Tivoli?

Além da Villa d’Este, a cidade de Tivoli, com seus mais de três mil anos de história, tem muitas outras atrações para visitar. Veja o que mais fazer pela cidade:

Villa Adriana

Construída no século II pelo imperador Adriano, a Villa Adriana é um enorme complexo palaciano que engloba mais de trinta edifícios. Ao longo dos seus 40 hectares já escavados (de um total de 120), o local exibe ruínas das mais diversas: um teatro, termas, edifícios administrativos, fontes e lagos. Abandonado durante a Idade Média, passou à posse do Governo Italiano em 1970, que realizou escavações arqueológicas que revelaram toda a grandeza do complexo.  A Villa Adriana é considerada Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1999.

Villa Gregoriana

Belíssimo parque criado pelo papa Gregório XVI no século XIX. É uma área verde de mata espessa, cheio de trilhas que levam à quedas d’água e grutas, como a de Neptuno e das Sereias. Foi totalmente reformado e reaberto ao público em 2005, após um longo período de abandono.

Ruínas Romanas

Tivoli está repleta de ruínas do período romano. Ao longo da cidade, é possível observar o Tempio della Sibilla, Tomba della Vestale Cossina, o Arco de Quintílio Varo, Tempio della Tosse, o Anfiteatro di Bleso, a Mensa Ponderaria, o Mausoleo dei Plautii e, sobretudo, o Santuário di Ercole, uma enorme construção do século II a.C. composta de um teatro, uma grande praça e o templo.

Villa D`este - Lazio - Tivoli

Ruínas medievais

Duas construções do período medieval chamam a atenção: a Rocca Pia é uma fortificação composta por quatro grandes torres, construída no século XV. Por sua vez, a Casa Gótica é uma residência construída no século XIII, e a mais antiga residência desse período na cidade.

Museus

Tivoli tem dois museus para visitar: o Laboratorio Museo Didattico del Libro Antico e o Museo Civico Macera. O Laboratório do Museu Educacional do Livro Antigo está instalado nos jardins da Villa d’Este, em duas salas localizadas na praça em frente à Fonte do Ovato. O museu, espaço internacional para seminários, conferências e atividades educacionais, lida, em colaboração com estudiosos e especialistas, com o estudo, conservação, restauração e reconstrução técnico-científica de documentos de livros antigos de papiro a papel impresso, com escrita e pinturas relacionadas técnicas.

O Museu Cívico Macera, por sua vez, está localizado no Palácio da Missão, e exibe diversas peças do período antigo e medieval. 

Vale a pena visitar?

A Villa d’Este é um local de beleza ímpar, e considerada uma obra prima arquitetônica. Além disso, a cidade de Tivoli está recheada de atrações históricas, e tudo isso está a apenas uma hora de Roma. Por isso, se você pretende visitar a região, vale muito a pena passar por Tivoli para conhecer a Villa d’Este e suas outras atrações. E para quem pretende conhecer melhor a região do Lazio, temos várias opções de passeios com guia em português.

🏷 Guia Prático

Info Villa D'EsteComo chegarMAPA

Abertura: todos os dias  de 8h30 – 19h45 (a bilheteira fecha às 18h45).

Ingressos: A entrada para os visitantes é pela Piazza Trento, saída obrigatória da Piazza Campitelli.
A duração máxima da visita planejada é de 2 horas. Bilhete normal completo 12,00 €, sujeito às concessões previstas no regulamento de entrada da cultura italiana, disponível no site do MiBACT.

A Villa d’Este está localizada em Tivoli, a apenas 30 quilômetros de Roma. A cidade está conectada à capital italiana através de linhas de ônibus e trens, e o trajeto dura cerca de uma hora.

  • O ônibus Cotral que vai de Roma Ponte Mammolo (metro B) até Via Tiburtina / o A24
    www.cotralspa.it
  • Em Tivoli há Linhas ônibus local para circular em todo o território do Tivoli. As linhas garantem chegadas e partidas de Villa D’Este, Villa Adriana e Villa Gregoriana. Para informações sobre horários consulte o site www.catbustivoli.com
  • Para quem vem de carro, basta pegar a autoestrada A24 e seguir diretamente até Tivoli. A viagem leva cerca de 35 minutos.

Galeria de Fotos:

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Sobre Deyse RibeiroSou Deyse Ribeiro, nasci em Minas Gerais, e vivo na Itália há 14 anos. Sou especialista em turismo na Itália, onde adquiri experiência atuando desde 2011 como guia de turismo, criadora de conteúdo sobre turismo e empresária no ramo. Abri minha primeira empresa em 2017, e ofereço serviços, tours, transfers e experiências únicas na Itália, através do Portal TourNaItália.com - uma boutique de experiências diferente de tudo o que você já viu!

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