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18 Curiosidades sobre a Basilicata

A Basilicata é uma região italiana ainda desconhecida do grande público, mas que compensa isso com cenários deslumbrantes, dignos de filmes de cinema (literalmente). Há muito o que conhecer na região, e por ser pequena, pode ser bem explorada em poucos dias. Vamos conhecer um pouco mais sobre a região?

Algumas informações sobre a Basilicata 

  • A região da Basilicata está localizada no sul da Itália, e tem como limites a região da Puglia a nordeste e leste, a Campania a noroeste (junto com o Mar Tirreno) e oeste, o Mar Jônico ao sul, e a Calábria a sudoeste;
  • É uma das menores regiões do país, com aproximadamente 9.995 km² de área, e cerca de 600 mil habitantes, o que faz dela a região com a segunda menor densidade populacional da Itália;
  • Está dividida em duas províncias: Potenza e Matera. Potenza é a capital da região, com cerca de 69 mil habitantes; 
  • A região é uma da mais montanhosas do país, com apenas 8% de planícies;
  • O clima é mediterrâneo, com invernos suaves e verão bem seco;
  • É chamada carinhosamente de “o peito do pé da bota”
  • Além do italiano

Veja os outros textos que escrevemos sobre a Basilicata:

  • Guia Gastronômico da região Basilicata
  • Maratea
  • Matera
  • Vinhos da região Basilicata
Basilicata
Matera

Um pouco da história da Basilicata

A história da Basilicata se confunde com a história do sul da Itália. Habitada na antiguidade por vários povos, entre eles os lucanos, a região sofreu invasões dos gregos, que construíram várias colônias por lá. Todas essas cidades caíram sob domínio romano no século III a.C. 

Após o fim do Império Romano, a região esteve brevemente nas mãos dos germânicos ostrogodos, para em seguida ficar sob domínio bizantino. Esse domínio, embora breve, deixou marcas até hoje vistas na região. Outro povo que também deixou marcas na região foram os normandos, entre os séculos XI e XII. Seguem-se períodos de dominação francesa e espanhola até 1861, quando foi integrada ao Reino da Itália. 

18 Curiosidades sobre a Basilicata

1. porquê o nome Basilicata 

Não se sabe ao certo a origem do nome da região. Antes de ser conquistada pelos romanos, essa região era chamada de Lucania. Posteriormente com o imperador Augusto que a uniu a Bruttium, hoje Calábria, passou a se chamar Basilicata, que deriva do grego basilikos (governador e príncipe). Mais tarde, com a conquista dos normandos, o nome permaneceu e as fronteiras atuais permaneceram as mesmas.

2. mas o povo é Lucano!

Também para as regiões, assim como para os indivíduos, os nomes têm sua própria história e significado. Para a região que a Constituição da República chama de Basilicata, a disputa está sempre viva e tem raízes profundas porque os habitantes desta região não abrem mão do antigo e glorioso nome de Lucania, que tem sua justificativa na tradição e nos costumes.

As teses de estudiosos sobre o assunto são ricas em argumentos de vários tipos, mas um dos mais acreditados – pelo menos do ponto de vista histórico e geográfico – destaca que Basilicata originalmente significava uma vasta área que coincidia com todo o território da Basilicata de hoje.

Muito mais significativo e significativo é, em vez disso, a denominação de “Lucania”, que designava a antiga região do sul da Itália que se estendia entre Sannio, Campânia, Bruzio e Apúlia. Tal herança histórica e geográfica é suficiente para atribuir à Região, também na Constituição e em todas as fontes legislativas, o nome de Lucania em vez de Basilicata.

A região histórica da Lucania

Mas também há motivos de orgulho cultural que servem para reforçar a mencionada mudança. Alguns territórios que hoje fazem parte da região foram centros de civilização e cultura que extraíram os valores da ciência e da arte da Magna Grécia. Além disso, o nome Lucania sobreviveu no nome de algumas cidades (Oppido Lucano, Muro Lucano, Atena Lucana, Vallo della Lucania). A isso se deve acrescentar, no plano psicológico, o desejo de todos os pertencentes à região de serem chamados de Lucani e não de Basilischi ou Basilicatesi. Esta preferência coletiva já faz parte do costume que distingue as pessoas da região, por isso nunca se ouve ninguém dizer “Basilicatesi”, mas sempre falamos da Lucania e dos Lucani.

A denominação atual (Basilicata) foi introduzida na Constituição por razões políticas que agora estão em grande parte obsoletas porque o nome de Lucania não era desejado ser endossado, que havia sido consolidado especialmente durante o fascismo.

3. A mais alta capital da Itália

Potenza é a capital da Basilicata, e a mais alta entre todas as capitais do país. O local onde a cidade foi construída está a 829 metros acima do mar. Embora seja a mais alta capital, Potenza está longe de ser a cidade mais alta da Itália. Sestriere, localizada na região do Piemonte, está a 2.035 metros acima do mar. 

4. Tem muitas montanhas

Por ser a região mais montanhosa da Itália, a Basílica está cheia de pontos altos. Destacam-se os maciços de Polino, Serra Dolce Dorme (ponto mais alto da região), Dolomite Lucane, Monte Vulture, Monti Alpi, Monte Carmine, Monti Li Foj e Toppa Pizutta. O Monte Vulture é, na verdade, um vulcão extinto, localizado a 53 quilômetros ao norte de Potenza.

Maratea - Basilicata

5. Matera e suas cavernas pré-históricas 

Um dos principais locais turísticos da Basilicata é a cidade de Matera, segunda maior cidade da região. O que a faz tão especial são os chamados sassi, um complexo de cavernas e ruelas escavadas diretamente em rochas de tufo calcário, e utilizadas como habitação há milhares de anos. Estudiosos encontraram vestígios que indicam que os sassi já eram habitados por volta de 7 mil anos atrás. Além das habitações, os sassi também foram utilizados como capelas, sobretudo durante os períodos bizantino e normando. Muitas dessas capelas têm até hoje as paredes decoradas com afrescos. Os sassi di Matera são considerados Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Matera - Basilicata - Itália

As cavernas foram habitadas até 1953, quando o governo local ordenou a retirada de todos os moradores. As razões para isso foram as condições insalubres de vida a qual os moradores estavam submetidos. Desde então, a região foi sendo paulatinamente revitalizada, até adquirir a importância turística que tem hoje.

Os sassi dão à cidade uma beleza única, mas Matera não se resume a isso. A cidade está cheia de monumentos e locais de interesse, tais como o Castelo Tramontano, o Palácio Lanfranchi e a Chiesa Rupestre di Madonna delle Tre Porte, situada no topo da colina de frente para a cidade. Por tudo isso, Matera é uma parada obrigatória para quem visita a Basilicata.

6. Muitos vestígios arqueológicos

A Basilicata já foi lar de diferentes povos que por lá passaram e deixaram sua marca. Alguns dos vestígios mais importantes são:

  • Civita di Tricarico e Serro del Cedro: nas proximidades de Tricarico estão as ruínas de uma ocupação romana, conhecida hoje como Civita, enquanto Serra del Cedro mostra vestígios de uma ocupação ainda mais antiga, datando do século VI a.C;
  • Grumentum: cidade romana fundada no século III a.C;
  • Metaponto e Heraclea: duas das mais importantes colônias gregas na região, fundadas entre os séculos VIII e VI a.C;
Metaponto – Foto: Wikipedia Commons – Di Σπάρτακος – Opera propria, CC BY-SA 3.0
  • Notarchirico: sítio arqueológico com vestígios de habitação humana muito antiga. No local já foram encontradas várias ferramentas feitas de pedra, ossos de animais e de humanos, cuja datação remete a cerca de 300 mil anos atrás;
  • Petre de la Mola: complexo megalítico do século VI a.C;
  • Serra di Vaglio: sítio arqueológico próximo a cidade de Potenza, que combina vestígios de habitação anteriores à chegada dos gregos, que ocuparam a região. Estende-se por uma vasta área e engloba vestígios de habitações, uma necrópole e ruínas de um santuário;
  • Venosa: nos arredores da moderna cidade de Venosa ficam as ruínas da antiga cidade romana de Venúsia. Em meio às ruínas da antiga cidade fica a Abadia della Santissima Trinità, construída no século XII, e onde estão os restos mortais do líder normando Robert Guiscard, sua esposa e irmãos.

7. Catacumbas judaicas

Foto de Wikipedia Commons – Di GiovanniPZ – Opera propria, CC BY-SA 4.0

Lá também estão localizadas as Catacumbas judaicas, um complexo de túneis e pequenas galerias, utilizadas entre os séculos IV e V d.C. Essas catacumbas estão repletas de desenhos e inscrições que fazem referência à cultura e religião judaicas.

Outro fato interessante são os nomes que foram encontrados: nomes judaicos latinizados ou aproximados ao nomes gregos, algo que se tornou comum entre as populações judaicas, numa tentativa de minimizar o preconceito e as perseguições a qual estavam sujeitas 

8. Já foi cenário de vários filmes

A Basilicata tem sido escolhida por muitos estúdios de cinema como cenário de vários filmes nas últimas décadas. Por seu visual único, Matera, é o local mais requisitado. O primeiro filme filmado por lá foi “Le due sorelle”, de 1950 e dirigido por Mário Volpe. Lá também foi filmado O Evangelho segundo São Mateus, dirigido pelo famoso cineasta Pier Paolo Pasolini em 1964. 

Outra grande produção foi o filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson. Filmado em 2004, o local foi escolhido pelo diretor devido a semelhança existente entre a região dos sassi e Jerusalém. Algumas cenas desse filme também foram filmadas em Craco. Além dessas produções, também foram registrados em Matera filmes como Ben-Hur, Mulher Maravilha, filme que retrata as aventuras da super heroína da D C Comics, a refilmagem do clássico Ben-Hur e 007, Sem Tempo Para Morrer

9. Deu origem a muitos cineastas

A região parece ter uma relação íntima com a sétima arte. Vários cineastas do cinema italiano nasceram na região, tais como Roberto Giuseppe Vignola, Pasquale Campanile, Ruggero Deodato

O mais famoso diretor ligado à região não nasceu lá, mas é descendente de lucânos. Os avós do premiado diretor Francis Ford Coppola, responsável por grandes sucessos como O Poderoso Chefão, Apocalipse Now e Drácula, nasceram na pequena cidade de Bernalda, migrando posteriormente para os Estados Unidos.

10. Tem duas cidade fantasma

Craco – Basilicata

Craco era uma pequena cidade construída no topo de uma colina pelos gregos, por volta do século VIII a.C. Embora muito antiga, a cidade só ganhou notoriedade na década de 60, quando vários deslizamentos de terra fizeram boa parte da população ser evacuada para Craco Peschiera, em um vale próximo. Um forte terremoto ocorrido em 1980 fez com que a cidade fosse abandonada de vez, tornando-se uma cidade fantasma. 

A outra cidade é Campomaggiore Vecchio, localizada próxima a Potenza. Essa cidade foi abandonada em 1885, após uma avalanche.

Hoje, a cidade se transformou em um ponto turístico da região, atraindo a atenção de turistas interessados na experiência de caminhar por uma cidade totalmente abandonada. Assim como Matera, Craco também já foi cenário de várias produções, incluindo uma brasileira: algumas cenas da novela O Rei do Gado, exibida em 1996, foram feitas aqui.

11. O maior parque natural da Itália

Com mais de 192.000 hectares de área, o Parque Nacional de Polino é o maior parque natural da Itália. Criado em 1993, o parque se divide entre as regiões da Basilicata e Calábria, abrigando dentro de sua área mais de cinquenta e seis municípios.

A área protegida inclui dois rios (o Lao e o Frido), dois maciços (Polino e Oromarso), uma floresta de pinheiros e uma variedade de atividades, tais como  caminhada, trekking, montanhismo e até rafting. Dentro do parque encontra-se também a Gruta de Romito, importante sítio pré-histórico e de arte rupestre.

12. Não se fala só italiano

Em Basilicata, há uma minoria étnica e linguística albanesa consistente, chamada arbëreshë. Os seis municípios que fazem parte da comunidade dos quais a Região promove a proteção, salvaguarda e valorização do patrimônio histórico, cultural, artístico, lingüístico, religioso-litúrgico e folclórico estão todos na província de Potenza: Barile (Barilli), Brindisi Montagna, Ginestra (Zhura), Maschito (Mashqiti), San Costantino Albanese (Shën Kostandini), San Paolo Albanese (Shën Pali).

Foto: Wikipedia Commons – Di Asia – Opera propria, CC BY-SA 4.0

Um traço característico da cultura albanesa em Basilicata é a língua de origem, Arbërisht, que é usada por toda a comunidade também para outros fins que não a linguagem coloquial; de facto, os sinais, as insígnias e os escritos oficiais dos órgãos municipais são bilingues, portanto, tanto em italiano como em albanês; em particular para este último há o reconhecimento pelo Estado italiano da condição de co-oficialidade com a língua nacional.

Nas áreas de Potenza (Potenza, Picerno, Tito, Pignola, Vaglio) e  lagonegrese (Trecchina, Rivello, Nemoli) são falados os dialetos de origem galloitalica, influenciados por colonos do noroeste da Itália, que se estabeleceram em Basilicata entre os Séculos 12 e 13.

13. A Monnalisa morreu na Basilicata?

Poucas pessoas conhecem Lisa Gherardini, mas quase todo mundo conhece a Monalisa (Gioconda). Pouco se sabe sobre a história da mulher que, ao que tudo indica, serviu de modelo para aquela que é talvez a pintura mais famosa do mundo. Até mesmo sua morte é envolta em mistério. Existem duas versões sobre o fim da vida de Lisa. A versão mais conhecida conta que Lisa morreu na Toscana, mais precisamente em Florença, sendo enterrada no Convento de Sant’Orsola.

Mas existe outra lenda, que liga Lisa Gherardini a região da Basilicata. Segundo essa lenda, Lisa acompanhava o marido em uma viagem de negócios até a Calábria quando adoeceu, vindo a falecer na cidade de Lagonegro, onde teria sido enterrada. Apesar da falta de indícios que comprovem a teoria, a lenda é tão forte no local que, inclusive, foi inaugurado o Monnalisa Museu, uma sala dentro do Palazzo Corradi.

14. Também tem um Cristo Redentor

Construído no alto do Monte San Biagio, em Maratea, fica o Cristo Redentor da Basilicata.

Construída em 1965 pelo artista Bruno Innocenti, a estátua tem 22 metros de altura e está de costas para o mar, com os braços abertos na direção da Basílica de San Biagio.

15. Pequenas (e lindas) cidades

Castelmezzano

A Basilicata está recheada de pequenas cidades, uma mais encantadora que a outra. Além de Matera, vale a pena conhecer também: 

  • Rionero in Vulture: localizada aos pés do Monte Vulture 
  • Castelmezzano: lindo vilarejo encravado no meio das montanhas;
  • Melfi: essa pequena cidade abriga um dos castelos mais bem preservados da região, o Castelo de Melfi;
  • Tricarico: além de todo o patrimônio cultural e arqueológico, Tricarico é uma cidade muito charmosa construída no topo de uma colina, e por isso oferece uma bela vista da região;
  • Maratea: além do Cristo Redentor, Maratea tem uma das poucas praias da região.

16. Carpe Diem

Muitas pessoas já ouviram a expressão “carpe diem”, que pode ser traduzida do latim como “aproveite o dia”. O autor dessa expressão tão famosa nasceu na atual Basilicata, mais precisamente, em Venosa.

Horácio foi um poeta, escritor, filósofo e político romano nascido em 65 a.C e autor de várias obras. A famosa frase está na obra Odes I, escrita em 23 a.C.

17. Os carimbos para pães

Se você for a Matera, descobrirá que em muitas lojas de souvenirs encontrará os carimbos para pães. Esta lembrança tem, na verdade, um valor histórico muito importante, de fato, até a década de 1960 as mulheres de Matera faziam o pão em casa e depois o deixavam para os jovens trabalhadores da cidade que tinham a tarefa de cozinhá-lo e devolvê-lo pronto. Como o número de famílias era muito grande, nasceu o costume de afixar um selo ou iniciais na massa para que não houvesse confusão na entrega e cada família recebesse seu próprio pão.

18. O “casamento” entre as árvores de Accettura

Em Basilicata, as árvores também se casam. Acontece no mês de maio em Accettura na província de Matera e é um evento denominado “Maggio di Accettura”, e é dedicada a San Giuliano, santo padroeiro da cidade.

É um rito que tem origens ancestrais na cultura celta e representa um casamento incomum em que o sagrado e o profano se unem em uma união simbólica para celebrar a vida. Um amor entre a terra e o céu em que as árvores se casam: uma copa é enxertada num tronco e surge como desejo de abundância e fecundidade.

A Festa da Aceitação é também conhecida como “Casamento entre duas árvores” e é um rito agrário de origem pagã que coincidiu no século XVIII com a celebração litúrgica do protetor da vila.

Os preparativos para a festa são muito longos e ocupam a maior parte da primavera que se aproxima. Começam pela Escolha e Corte do Maggio, que é o carvalho turco mais alto, grosso e reto que a madeira Montepiano, que é cortado e transportado para a aldeia por pares de bois. O mesmo procedimento acontece para o topo: um azevinho carregado no ombro por cerca de 15 km da floresta de Gallipoli.

Depois de ter levantado o carvalho pelo centro da vila, começa a festa popular, que vai do sábado antes de Pentecostes até a terça-feira seguinte, com as operações culminando na enxertia e finalização do casamento arbóreo e escalada da árvore por o “maggiaioli“, no qual os prêmios foram pendurados. O ritual termina no final de junho com a morte do Maggio.

O Maggio di Accettura representa um evento de forte apelo e grande atração por seu envolvimento particular e espetacularidade.


Comente o que você achou sobre a região, e se estiver pensando em visitar a Basilicata, saiba que temos várias opções de passeios por lá com guia em Português!

Sobre Deyse RibeiroSou Deyse Ribeiro, nasci em Minas Gerais, e vivo na Itália há 14 anos. Sou especialista em turismo na Itália, onde adquiri experiência atuando desde 2011 como guia de turismo, criadora de conteúdo sobre turismo e empresária no ramo. Abri minha primeira empresa em 2017, e ofereço serviços, tours, transfers e experiências únicas na Itália, através do Portal TourNaItália.com - uma boutique de experiências diferente de tudo o que você já viu!

1 comentário em “18 Curiosidades sobre a Basilicata”

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